segunda-feira, 24 de março de 2008

Provas de longa distância


Por Daniel Balsa.

Entra ano e sai ano, os calendários de ciclismo e triathlon ganham um número considerável de provas de longa distância, casos do Audax, Ironman e Sundown 800 K, por exemplo. Se as competições aumentam, é sinal de que cada vez mais os atletas procuram este tipo de disputa.

Mas para realizar uma prova de longa distância a preparação deve ser muito bem feita. Seja iniciante ou experiente, o planejamento começa com a escolha da competição, que deve ser realizada com muita antecedência, para que todo o seu treinamento seja planejado.

É recomendado o acompanhamento de um profissional experiente para te auxiliar neste processo, por conta da preparação complexa, além de trazer maior confiança e segurança ao atleta, pelo fato dele estar seguindo a risca uma planilha elaborada por alguém que entende do assunto e que, muitas vezes, já vivenciou tal situação.

“Em linhas gerais, provas de longa distância sugerem treinos longos, o que, em parte, é verdade. Mas o trabalho de intensidade ou qualidade também deve estar presente para que se tenha uma melhora expressiva. Este trabalho é aplicado com maior ênfase na fase específica (quando a competição está mais próxima), mas o ideal é que ele acompanhe todo o treinamento, só que respeitando cada período, aplicando um percentual maior ou menor dependendo da fase de treinos”, disse Kim Cordeiro, diretor-técnico da BKsports.

Só que o atleta deve estar atento ao aumento de volume e intensidade, respeitando os limites de seu corpo, que muitas vezes já vai treinar cansado após um dia extenuante de trabalho ou abalado por conta de problemas pessoais. Por isso, a conversa com um treinador é muito importante, para que esta planilha seja bem ajustada, pois estímulos fortes demais podem trazer conseqüências como overtranning, lesões e desânimos que podem acarretar na desistência da prova.

Seqüência de treinos

O foco da preparação para as provas de longa distância está no aumento de volume, mas nem por isso os treinos devem ser longos demais, a ponto do atleta ter de ficar alguns dias se recuperando e, por conta disso, ficar dias em casa.

“Não adiantar fazer um treino de 180 quilômetros em um único dia e ter de descansar durante três ou quatro. É importante distribuir esta distância durante os treinos da semana, realizando atividades com muito mais qualidade”, falou o treinador e personal-trainer Alexandre Lima.

Além disso, o desgaste por conta destas atividades com um volume muito grande pode trazer danos sérios para a recuperação e saúde do atleta, no caso aumentando os riscos de lesões e de doenças.

Provas muito mais longas

Existem ciclistas que buscam desafios cada vez maiores, como a Sundown 800 K Road Distance, 24 Horas de Fortaleza ou a RAAM (Race Across America, que atravessa os Estados Unidos de leste para oeste). Estes precisam ter treinos com volume e intensidade ainda maior. Nestes casos, o treinamento varia de acordo com a condição atlética do ciclista, mas, geralmente, são seis dias de treinos e um de descanso. Mas este descanso é somente uma pausa no treinamento mais puxado, pois o atleta deve fazer um pedal leve neste dia. “É um descanso ativo, ou seja, pedalando em ritmo leve e a quilometragem varia de acordo com a fase do treinamento”, comentou Cordeiro.

Visando principalmente as provas nacionais – Sundown 800 K e 24 Horas de Fortaleza –, os treinamentos começam com cerca de 250 km por semana e podem chegar até 800 quilômetros em seu ápice, que deve ser próximo da marca de 40 dias para a competição. Vale lembrar que o volume não deve ser aumentado semanalmente, por conta da recuperação fisiológica.

“A quilometragem inicia-se baixa, vai crescendo e atinge o seu máximo ao faltarem aproximadamente 40 dias até o evento, onde a intensidade recebe uma atenção maior e, consequentemente, o volume baixa. Não é certo aumentar a quilometragem semanalmente, senão não há espaço para recuperação fisiológica. O ideal é que a cada duas semanas com aumento do volume, uma semana deve ser com o volume menor, a fim de recuperar a musculatura do estímulo dado nas semanas anteriores”, argumentou Kim Cordeiro.

Às vésperas da prova

Faltando poucos dias para o evento, além de um treino com maior intensidade, mas de menor volume, é hora de pensar em alguns detalhes para realizar a competição com mais êxito. Neste momento, podem ser planejadas a alimentação e o ritmo durante a disputa.

“Estudar o percurso é algo que ajuda muito o competidor, saber como será as condições climáticas, planejar a alimentação e os ritmos durante a prova. Enfim, cercar-se de todas as variáveis, afinal estas competições duram horas e não apenas alguns minutos”, encerrou Alexandre Lima.

terça-feira, 18 de março de 2008

A Importância do Aquecimento


Por Fernando Vilela.

Quem nunca ouviu por ai que alguém teve algum tipo de lesão como distensão muscular ou uma ruptura de ligamento por falta de um bom aquecimento? É muito comum encontrar pessoas que já sofreram esse tipo de trauma por falta de informação e orientação adequada na iniciação da atividade física. Esse problema afeta tanto crianças como adultos e idosos, homens ou mulheres, todos estão sujeitos a esse mal se não orientados por um profissional da área.

O aquecimento se torna importante para a prática de qualquer atividade física pois prepara os sistemas orgânicos para o possível impacto das articulações, o suprimento sangüíneo ao membro utilizado, preparação do músculo para altas tensões, ligamentos e etc.

Durante o aquecimento as cápsulas sinoviais, localizadas entre dois ossos, tem a função de proteger o osso para que não ocorra desgaste nos impactos ocorridos pela atividade física, em repouso estas cápsulas apresentam a espessura de 0,5cm, o que é suficiente para a proteção da estrutura óssea, nos primeiros minutos de aquecimento estas cápsulas crescem alcançando uma espessura de até 1,5cm. Esse crescimento se dá nas articulações ativas do exercício realizado, por isso não adianta fazer um aquecimento visando membros superiores se você vai trabalhar predominantemente as pernas e vice-versa.

Outra mudança que ocorre no metabolismo é a preparação da irrigação sanguínea para a atividade. Com a ação das catecolaminas (Adrenalina e noradrenalina) os vasos sanguíneos sofrem vasodilatação ou vasoconstricção, dilatação ou estreitamento do diâmetro do vaso. A adrenalina atua na dilatação dos vasos na região que está sendo ativada para que o fluxo sanguíneo aumente melhorando assim a oxigenação muscular, preparando os ligamentos que estabilizam as articulações, a difusão de resíduos metabólicos decorrentes do fornecimento de energia. A noradrenalina atua na vasoconstricção de membros que não estão sendo utilizados ativamente no exercício, como mãos, cabeça, nariz, boca, braços, ombros e outros. Isso ajuda o corpo na otimização do fluxo de sangue para que não falte nos músculos da perna, quadril, lombar e etc.

Outra mudança é na viscosidade do músculo, quem já fez o teste de flexibilidade antes e depois de um bom aquecimento? Com o aumento do fluxo sanguíneo o músculo fica menos viscoso melhorando o deslizamento das fibras musculares umas nas outras, isso significa mais facilidade de contração, menos gasto calórico, maior eficiência da contratura muscular. Mais um benefício é a preparação das via metabólicas para a utilização dos lipídios (gorduras) como fonte de energia, pois com o mais sangue fluindo, maior oferta de oxigênio, ativação dos catalisadores de lipídios, a utilização das gorduras vai ser maior.

Em geral o aquecimento é de extrema importância para a iniciação da atividade física no âmbito de proteger o corpo contra possíveis acidentes ligamentares ou musculares que possam ocorrer devido à demanda de esforço requerida. Então mesmo se o tempo estiver pouco para fazer aquele treino sagrado nunca comece a fazer força sem realizar um bom aquecimento isso significa no mínimo 15 minutos no máximo 1 hora dependendo do treinamento. Pedalar é saúde mas com responsabilidade.

Preparação para o próximo ano.

Por Fernando Vilela:


Com a chegada das festas de fim de ano todos ficam muito felizes e conseqüentemente fazem grandes planos para o ano que está por vir. Nesses planos então: juntar dinheiro para umas boas férias; fazer um bom trabalho almejando um cargo de chefia; ser melhor para seu cônjuge ou fazer um treino que realmente faça efeito. Antes de qualquer coisa é preciso analisar o ano que passou, o que pode melhorar, quais foram os erros cometidos ou simplesmente o que deixaram de ser feitos para alcançar aquela meta que não foi possível se concretizar.

No âmbito do treinamento esportivo é de grande necessidade fazer tais reflexões para o planejamento de um macrociclo anual, rever se o mal ou bom resultado foi por causa da alimentação, por falta ou excesso de treinamento ou repouso, ou simplesmente esperar o tempo de adaptação. No treinamento, como na vida, existe um tempo para maturação dos sistemas orgânicos ligados á especificidade do exercício, um tempo para o corpo alcançar o mais alto patamar de treinamento, onde virão os resultados, e um tempo que ocorre o declínio das capacidades físicas para a regeneração de perdas metabólicas causadas pela alta intensidade, chama-se isto de destreinamento.

Mas antes de tudo é necessário procurar um cardiologista e um fisiologista do exercício para a avaliação das capacidades ligadas ao sistema cardio-respiratório, só depois de um teste de esforço é possível saber a quantas anda a máquina da vida. Através deste teste é possível saber quais são as freqüências cardíacas mais importantes para a prescrição do treinamento. Um ponto, normalmente por volta dos 120-140 BPM (Batimento por minuto), é quando acontece a maior utilização das moléculas de lipídios (Gorduras) para o fornecimento de energia e também é quando ocorre o maior desenvolvimento do sistema aeróbio. Outro ponto, por volta dos 150-170 BPM, ocorre o maior consumo de glicogênio muscular e hepático (Fígado), acima deste ponto inicia o processo que chamamos de exercício anaeróbio (Sem presença de oxigênio). Esses limiares são fundamentais para a prescrição do exercício PROGRAMADO.

Depois de feitos esses testes o mais indicado é correr para um profissional de educação física, munido dos testes, para fazer o macrociclo anual visando seus objetivos e capacidades. Não adianta saber os limiares e simplesmente pedalar usando um freqüêncimentro e andar em cima de um ponto ou de outro, é necessário entender o porquê daqueles pontos, o que acontece se passar dos pontos, quando andar acima ou abaixo dos pontos e etc. Em seguida, com o treinamento em mãos entra outro profissional que melhorará o último 1/3 para o sucesso, o nutricionista. Esse profissional saberá que tipo de alimentação é mais adequado para cada tipo de esforço e para cada tipo de descanso, sempre visando seus objetivos.

Não seja espertinho, seja prudente, andar bem em qualquer esporte significa fazer investimentos na qual será lucrativo no final das contas, pois suas contas de saúde, combustível e etc. diminuirão e a qualidade de vida... nem precisa falar. Abraços e boas pedaladas

terça-feira, 4 de março de 2008

Bem-vindo ao treinamento em questão

Aqui você lerá e aprenderá com artigos, dicas e matérias sobre os segredos de um bom treinamento para alcançar rendimento superior.

Fernando Vilela
CREF: 5060-G/DF